A Consciência Sistêmica e as Lições do COVID-19

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A Consciência Sistêmica e as Lições do COVID-19

Impacto profundo!

Talvez seja essa a melhor expressão para definir os resultados imediatos causados pela pandemia do Corona Vírus na humanidade.

Repentinamente fomos obrigados a mudar radicalmente nossas rotinas e também o nosso estilo de vida.

Como num estado de guerra fomos confinados por um vírus de alto contágio e proliferação.  Cerceados socialmente, tivemos nossas ações limitadas e fomos obrigados a nos a defrontar conosco mesmos e com a nossa impotência diante dos acontecimentos.

O impacto na economia com a diminuição ou até suspensão da atividade produtiva em diversos setores comprometeu significativamente a circulação do dinheiro e a manutenção dos recursos para o atendimento às necessidades materiais das populações.

Além disso, o longo período de privação de atividades significativas traz os sentimentos de perda e frustração e, em função da falta de perspectiva de melhoria num curto prazo, os sentimentos de insegurança e angústia são também evocados.

Dependendo da estrutura de personalidade e como cada um lida emocionalmente com a nova situação imposta pode afetar significativamente os relacionamentos conjugais e familiares.

A crescente tensão, nutrida pelo medo, pelas necessidades não satisfeitas e pela incapacidade  de controlar e modificar a realidade acaba promovendo o aparecimento dos quadros de estresse e depressão, entre outros distúrbios mentais.

Se crermos que nossos pensamentos, sentimentos e comportamentos dependem exclusivamente dos acontecimentos exteriores, estaremos fadados inexoravelmente à extinção.

Mas, se ao contrário pudermos reconhecer que os acontecimentos presentes são consequência dos nossos pensamentos, sentimentos e ações e enxergarmos nessa situação uma oportunidade de aprendizado e transformação, talvez saiamos fortalecidos e melhor preparados para agir no futuro.

E disso dependerá a construção de uma nova sociedade, a que todos almejamos um dia, sem doença, conflito ou pobreza.

Quando a nossa intensão verdadeira de praticar o Bem e de trabalhar com determinação para o progresso da humanidade mover-nos  na contramão do pessimismo e do individualismo, quando nossos sentimentos de amor e de coragem ousarem desafiar o medo, a desesperança e o sofrimento, quando nossas atitudes de solidariedade, de igualdade e de promoção da paz forem motivadas pelo olhar que nos torna um, estaremos verdadeiramente vivendo num mundo novo e terá valido à pena passar por tudo que passamos.

Precisávamos despertar e estamos despertando pela dor e pelo sofrimento!

Despertar do sono do egoísmo, da indiferença em relação aos demais e da ilusão perniciosa de separatividade.

Despertar da busca insaciável pelo poder e pelo ter a qualquer preço.

Fomos confrontados pela a ameaça às três principais Áreas de nossas vidas: Saúde/bem-estar, do Relacionamento e Econômica/financeira.

Mas, uma vez ameaçados somos também estimulados a dirigir a nossa vontade para a conquista e preservação, não só da nossa Saúde, mas da saúde de todos ao nosso redor, pois quando um adoece todos os outros também podem adoecer o que acaba despertando em nós o desejo e a necessidade em cuidar de si e do outro.

A lição dos conflitos interpessoais e institucionais nos traz a consciência da necessidade do respeito ao diferente, enxergando no outro algo de sim mesmo, nossas próprias necessidades e nossa Essência comum.

Ensina-nos também a buscar um caminho novo para superar os conflitos, desenvolver a tolerância e valorizar as qualidades alheias para a construção da harmonia e conquista da Paz.

A ameaça da recessão econômica nos ensina a respeitar a vida em primeiro lugar. A colocar o dinheiro e os recursos materiais a serviço dela e não a serviço da ganância que leva à exploração e a especulação.

Estamos aprendendo também que a economia mais do que nunca precisa ser sustentável, associativa e circular; que as nossas relações comerciais precisam ser mais saudáveis e equilibradas, sem negligenciar o valor do trabalho, nem a dedicação e o merecimento individuais.

Somente dessa forma poderemos gerar riqueza nos diversos sistemas humanos e Prosperidade na vida de cada cidadão.

Observa-se que em todas essas lições existe o propósito maior da união como condição absoluta para superação dos problemas e estabelecimento da Ordem.

Então, o mal que experimentamos nesse momento também é responsável por gerar em nós a responsabilidade e a possibilidade de restabelecer as Leis que regem os sistemas humanos, as quais estão a serviço da Ordem acima da consciência individual.

Portanto defendo a tese de que esse processo no qual estamos passando encontra-se num momento decisivo que nos permitirá escolher entre continuar num caminho obsoleto ou optar por um novo caminho, no qual a humanidade estará dando seu salto quântico para um futuro Próspero e mais evoluído.

Nesse sentido, sinto-me um privilegiado por estar vivendo este momento histórico planetário, mesmo que não chegue a estar presente para colher seus frutos, outros colherão.

Pois, o que realmente importa é que a raça humana possa dizer um dia: “Conseguimos! nós chegamos lá”!


*Fernando Ab. Gonçalves – Psicólogo, Master Coach e Consultor Sistêmico