A Visão Sistêmica sobre a doença e o trabalho das Constelações

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julho 9, 2021
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A Visão Sistêmica sobre a doença e o trabalho das Constelações

Quando temos uma dor, um sintoma, somos alertados para algo, um desconforto que buscamos eliminar.

Resgatar a saúde é muitas vezes o nosso primeiro impulso. Queremos nos livrar o mais rápido possível de uma doença.

Entretanto, a doença é algo que se manifesta com a intenção de chamar a atenção para algo maior que precisa ser curado ou resgatado e isso é algo bom.

O corpo está manifestando ou denunciando algo importante, um desequilíbrio ou uma desordem como a manifestação de pessoas excluídas e sofrimentos dentro do sistema familiar.

Na visão sistêmica, portanto, a doença pode ser vista como uma manifestação de algo dentro da família que emerge a partir do sintoma.

Uma desordem no sistema familiar pode afetar o DNA modificando-o e promovendo, através de hereditariedade a perpetuação de certas doenças.

Isso se dá porque todos nós pertencemos a uma alma coletiva e nos conectamos a sua história, a sua vida e a determinados membros em particular.

Pertencemos a uma família, a um povo, a uma cultura e a uma raça que habita este planeta.

Através dessa ligação de alma acabamos por influenciar e ser influenciados na nossa saúde.

É na consciência que os fenômenos são formados e para constelar uma questão de saúde é preciso acessar a consciência coletiva do sistema familiar.

Ao lançarmos mão da Consteção Familiar podemos acessar as dinâmicas encobertas que atuaram e ainda atuam na promoção do adoecimento dos membros de uma família.

Constelar uma questão de saúde

Quando fazemos isso torna-se possível decifrar o sentido de uma doença e ler seu sintoma a partir da perspectiva das relações sistêmicas.

Buscar a origem não significa ‘não tratar’.

É importante tratar a doença instalada do ponto de vista médico. Porém, quando o sentido da doença é descoberto, sua manifestação perde força.

Quando a doença conduz a origem sistêmica e a sua compreensão, a doença perde o sentido de continuar existindo, pois ela cumpriu a sua missão.

O “amor que adoece”, segundo Bert Hellinger, criador da Terapia Familiar Sistêmica, deve ser purificado e transformado no “amor que cura” e traz paz, alegria.

Assim como o sangue no corpo é purificado quando de venoso se torna arterial, o amor também passa pelo seu processo de purificação.

O amor que cura é aquele que expressa respeito às Ordens Sistêmicas, Aceitação e Gratidão.

O amor que adoece é aquele que exclui, que julga, que critica e quer salvar, negando ao outro o seu livre arbítrio, que impõe ao outro suas próprias exigências, crenças e valores e que tira do outro o direito de pertencer. É portanto um amor tóxico.

Muitas doenças tem como pano de fundo a exclusão de um membro familiar.

A dor de um excluído, ela fica na memória do campo sistêmico e mais tarde será representada por um descendente.

Quando um excluído passa a ser visto através do sintoma de alguém, houve um resgate e o restabelecimento da lei do pertencimento.

Dinâmicas que adoecem (desordem sistêmica)

Ao longo do trabalho das Constelações com diversos pacientes, Bert Hellinger observou frequentemente as seguintes dinâmicas:

1 – “Eu sigo você” – a perda de alguém prematuramente.

Pode ser em relação a um excluído. A morte pode ser uma porta de acesso à união com alguém de quem se tinha saudades ou com alguém que se estava identificado no destino.

 

2 – “Você por mim eu por você” – adoecer ou morrer no lugar de um outro membro da família.

“Você por mim” muitas vezes é dito por alguém que se sentiu culpado por algo que fez em relação a alguém. E “Eu por você” geralmetne é dito por um parceiro ou um filho que se apresenta para assumir para si as consequências daquilo que o outro fez.

 

3 – “Eu também” – é uma frase dirigida a um irmão gêmeo que morreu ou a um irmão abortado.

Significa que se o irmão não teve direito a vida ele também não tem esse direito.

 

A compensação também leva ao adoecimento e a morte na medida em que para aliviar a consciência em relação a uma dívida, compensamos um ganho com uma perda. Através da “expiação” por uma culpa voltamos a nossa “boa consciência” e ao nosso direito de pertencer a nossa família e grupo. Isso vale para aqueles que também aplicam a justiça sobre outros.

Também a culpa não assumida ou negada, muitas vezes é expiada com uma doença por aquilo que não queremos reconhecer conscientemente. É uma dinâmica importante que gera doença.

 

Algumas patologias e suas possíveis origens sistêmicas

 

  • Equisofrenia e Autismo – assassinatos na família.
  • Doenças autoimunes – Negar o direito de alguém se relacionar com um dos lados da família.
  • Alcoolismo – Diabetes – seguindo o destino de alguém que tenha ficado amargurado na vida.
  • Bulemia e Anorexia – Pode expressar um conflito entre pai e mão, dando a ambos um lugar manifestado de forma antagônica (comer e regurgitar). No caso da anorexia, pode expressar um movimento para a morte na intenção de seguir alguém.
  • Depressão – Dificuldade em tomar a mãe ou o pai. Muitas vezes considerando-os inferiores, como uma forma de rejeição.
  • Câncer – expressa a exclusão de algum membro da família ou alguém prejudicado por ela e a necessidade de inclusão. Pode também representar o movimento de seguir alguém no seu destino.
  • Gagueira e outros distúrbios da fala – tem relação com aquilo que não foi dito, um segredo que resultou nua desordem. Alguém ficou sem direito a falar e se expressar.
  • Dependência Química em geral – tem relação com a exclusão do pai.

 

A manifestação da Consciência Espiritual – Dinâmicas da Cura (colocar em Ordem)

O Movimento de cura vem do exterior de nossa alma coletiva, através do Espírito Criativo cujo amor inclui a todos igualmente.

Hellinger chama de Consciência Espirutal aquela que está acima da alma do sistema e que uma vez acessada é capaz  de ordenar as relações sistêmicas e promover o fluxo da vida e da saúde.

 

Susa principais ações são:

1 – Dar um bom lugar aos excluídos.

2 – Respeitar o destino do outro, principalmente dos que vieram antes.

3 – Despedir ou deixar ir embora da família aqueles que perderam o direito de pertencer a ela.

4 – Assumir a própria culpa e fazer algo de bom com a sua força. Quando fazemos algo de bom podemos promover uma reconciliação (não mais o “outro por mim” e sim “eu por mim mesmo”).

5 – Devolver ao outro a culpa que é do outro (não mais “eu por ele” e sim “ele por ele mesmo”).

6 – Tomar com gratidão o benefício/sacríficio que me foi oferecido pelo outro, fazendo da própria vida algo que valha a pena.