Os Tribunais de Justiça e o uso das Constelações Familiares
maio 17, 2017
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Socorro! Já é Natal e Ano Novo! – A síndrome do final de ano

Socorro! Já é Natal e Ano Novo! –  A síndrome do final de ano

O final de ano para alguns é motivo de comemoração e prazer. Mas, para outros a situação é inversa.
Mudanças de humor significativas, sentimentos de tristeza, angústia e até depressão são frequentemente apresentados por muitas pessoas nessa época.
Esses sentimentos podem vir acompanhados de sintomas físicos ou não.
Comportamentos de isolamento, agressividade, insônia, distúrbios alimentares, até ingestão de álcool em excesso e consumo de outras drogas são comuns.
De alguma forma, o natal e a passagem de ano evocam esses estados indesejáveis, sobre os quais não se tem controle.
Muitas vezes é possível identificar a causa desses estados como solidão, perdas afetivas importantes, sensação de frustração a partir da avalição de um ano abaixo das expectativas.
Outras vezes, esses sentimentos parecem se manifestar sem causa aparente.
Se você se vê como uma dessas pessoas que durante anos vem se sentindo assim, saiba que não está só.
Numa perspectiva sistêmica esses sintomas ganham uma nova e mais profunda compreensão, tendo como pano de fundo o sistema familiar.
A partir do sistema familiar, crenças, sentimentos e comportamentos são desenvolvidos tanto de forma consciente, quanto inconsciente.
Destacamos aqui especialmente, os casos em que tal síndrome não encontra suas causas em fatos vivenciados diretamente pelo indivíduo ao longo da sua história, tal como um trauma emocional.
Ao levantarmos sua biografia não verificamos nenhum paralelo com os sintomas de mal estar manifestados por ocasião desse período do ano.
Então o que estaria causando esses estados emocionais e comportamentos?
O sistema familiar possui um campo cuja ligação entre os seus membros vai além da temporalidade.
Isso significa que a ligação com um familiar, mesmo distante, com o qual uma pessoa não conviveu, poderia exercer alguma influencia sobre ela?
Essa pergunta só pode ser respondida com base em evidências.
Essas evidências têm surgido ao longo das últimas décadas, a partir dos trabalhos da Terapia Sistêmica Fenomenológica, do alemão Bert Hellinger e dos estudos sobre Campo Morfogenético, do britânico Rupert Sheldrake.
Nos sistemas humanos, especialmente no familiar, muitas ligações se estabelecem de forma inconsciente, cujas características revelam enredamentos de um descendente com um ou mais antepassados.
Movido por um amor infantil, o descendente enredado busca restabelecer a ordem no sistema familiar que foi prejudicada pelo que o antepassado provocou ou sofreu durante sua vida.
Isso faz com que muitos descendentes permaneçam “a serviço” do seu sistema familiar e de uma forma distorcida, acabem sacrificando suas próprias vidas, reproduzindo sentimentos e comportamentos de seus antepassados.
Como se trata de um movimento inconsciente, o indivíduo sofre as consequências desse enredamento sem saber identificar o motivo.
Entre os diferentes prejuízos, muitas doenças físicas e distúrbios psicológicos são verificados.
Embora, não sejam as únicas causas da Síndrome do final de ano, as causas sistêmicas são frequentemente encontradas em pacientes que passam pelo nosso consultório.
Uma vez que essas pessoas conseguem acessar as informações sistêmicas e ressignificá-las, apresentam rápida e significativa melhora no seu estado emocional, passando a estabelecer uma nova relação com o período natalino e a passagem de ano.
A partir dessa perspectiva de diagnóstico e tratamento sistêmico é possível acolher e cuidar integralmente a pessoa, com seus sintomas, com a sua história e, principalmente, com o seu sistema familiar, apaziguando-a por completo.
Fernando Ab. Gonçalves
Psicólogo, Master Coach, Consultor Sistêmico e Facilitador em Constelações Familiares