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Seu trabalho de coaching não está dando certo? Os 5 aspectos para torna-lo efetivo

Seu trabalho de coaching não está dando certo? Os 5 aspectos para torna-lo efetivo

Se você acha que um conjunto de técnicas é suficiente para auxiliar seus clientes a terem sucesso num processo de coaching você se engana.
Com o crescimento do mercado de coaching no Brasil e a explosão das escolas que ensinam variadas metodologias, buscando diferenciais cada vez mais competitivos, acabamos, lamentavelmente, presenciando um processo de coisificação da relação de ajuda como mercadoria de consumo e banalizando o Encontro. Encontro esse onde ocorre tanta troca de energia!
A crença de que possuir um conjunto de técnicas irá me levar rapidamente ao sucesso é uma grande falácia.
Veja os 5 aspectos fundamentais para a realização de um processo de coaching efetivo:
1.       O coach precisa auto conhecer-se – Como eu me vejo? O que eu sei de mim e principalmente daquilo que “me pega” (risco) na relação com as pessoas? Como lido com isso? Como é a minha relação de ajuda comigo mesmo(a)? Como eu interajo comigo e com as minhas questões? Reconheço meus limites e espaços na relação com as outras pessoas? Que expectativas tenho sobre mim, sobre o meu trabalho e sobre o trabalho do outro?  É extremamente importante você estar resolvido(a) com você mesmo(a) para que suas projeções e “feridas” emocionais não comprometam o processo com seu cliente. Lembre-se, mesmo que coaching não seja terapia, aspectos psicológicos a partir da  interação com a outra pessoa, estão sempre presentes e precisam ser suficientemente identificados para que se possa lidar bem com eles. Se precisar faça terapia ou busque uma supervisão.
2.       Explorar a demanda do cliente – Nem sempre aquilo que o cliente formula inicialmente é o que de fato ele precisa em primeiro lugar. Não se trata de julgar e desqualificar a demanda do cliente, mas sim de escutá-lo e auxiliá-lo a sustentar o foco naquilo que se apresenta como necessário e verdadeiramente importante para ele. O que? Como? e quando? São perguntas valiosas para a elaboração de um Plano de Ação. Mas, trabalhar o “para que?” é ainda mais fundamental. Todo pedido de ajuda requer clareza e deverá gerar confiança mútua. Um objetivo realmente importante produzirá a força motivacional necessária para alcança-lo.
– O que você terá conquistado quando tiver chegado nesse lugar que você deseja?
– Como você imagina que será a sua vida quando você alcançar esse objetivo?
 São perguntas que trazem maior clareza sobre a relevância do objetivo para o cliente.
3.       Avaliar o estilo comportamental, cognitivo e emocional do seu cliente – A pessoa definiu prontamente o objetivo, ele é alcançável, eu tenho as técnicas, então concluo: “tá fácil”.
Mas, não é bem assim. É necessário estabelecer uma linha de base para o trabalho com cada pessoa. Perceber num curtíssimo espaço de tempo seu temperamento, estilo de comunicação (verbal e corporal), principais dores, dificuldade e potenciais. Dessa forma você poderá verificar se você e ela têm ou não repertório para desenvolver o planejamento das sessões e conduzi-las, caso contrário, poderá reconhecer que essa pessoa precisa ser encaminhada.
4.       Conhecer as técnicas – Quando dizemos que conhecemos mais de 140 técnicas em coaching isso pode significar que sabemos como elas funcionam e como aplica-las, mas não necessariamente por que usá-las. Avalie o sentido e a utilidade de uma determinada técnica para ajudar cada cliente a alcançar seu objetivo. Uma técnica não é um medicamento de uso genérico, mas, mal empregada, pode trazer efeitos colaterais adversos.
5.       Usar Feedback constante – Você oferece e solicita feedback como recurso para avaliação de rota? É importante considerar a possibilidade de que a percepção que o cliente tem da “viagem” não seja igual a sua e que em algum aspecto poderá subsistir um desalinhamento entre vocês. O feedback com propósito claro, ajudará a enxergar a estrada e a fazer as alterações de percurso necessárias para garantir a chegada ao destino. Para isso é fundamental termos disponibilidade e humildade.
Lembre-se: quem dirige a carruagem é o coach mesmo que o destino seja dado pelo coachee. O seu lugar não é na frente ou atrás, mas ao lado dele.