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Doente com a crise

Doente com a crise

Os problemas financeiros de uma forma geral impactam de maneira semelhante os indivíduos de uma sociedade, produzindo uma verdadeira avalanche de sintomas físicos, emocionais e comportamentais.
Se já não bastasse o comprometimento material causado à vida das pessoas, verificamos um crescimento na incidência do estresse na população do nosso país, o que representa uma dificuldade a mais para superar a crise financeira.
O estresse negativo é aquele que vai além do estágio de alerta e de adaptação ou resistência. Ele excede os limites do equilíbrio físico e mental das pessoas para lidar com as dificuldades externas.
Quando os efeitos desse impacto avançam para além do limiar da saúde física, ou seja, da capacidade que o organismo tem de manter a sua homeostase, doenças graves que vinham sendo engendradas silenciosamente, poderão eclodir.
O nível de estresse atingido por um indivíduo poderá chegar ao chamado burnout no qual o indivíduo paralisa, pois nesse estágio ele já não mais consegue lidar física e nem mentalmente com os problemas.
Aqui ocorre o esgotamento da energia mental e física e a capacidade da estrutura psíquica empregar estratégias de enfrentamento fica comprometida.
Além disso, o indivíduo acaba limitando também a possibilidade de receber apoio de outras pessoas, pois o estresse também se manifesta de maneira socialmente desagregadora principalmente nos relacionamentos com os mais próximos.
É frequente a ocorrência de conflitos familiares e conjugais, especialmente em relacionamentos que já não andavam bem, enfraquecidos por outros problemas.
Esses conflitos podem também aparecer fora do ambiente familiar, onde o filtro social da educação já não é mais suficiente para barrar as emoções negativas.
O estresse tem cura desde que a pessoa possa ser auxiliada de forma competente por um especialista da Área da Saúde.
Entretanto, o melhor é preveni-lo para que não atinja níveis avançados e não leve ao desenvolvimento de patologias mais sérias no indivíduo.
Nesse caso um especialista em avaliação psicológica e comportamental poderá auxiliar a pessoa a entrar em contato com os primeiros sintomas e oferecer um programa de desenvolvimento e capacitação para lidar com os desafios que estejam começando a causar um estresse negativo no cliente.
No intuito de prevenir ou tratar o estresse veja se você está apresentando alguns desses sintomas:
Desempenho mental: Perda de memória, dificuldade de concentração, perda da criatividade, dificuldade no raciocínio e fadiga.
Sono: Insônia ou ter o sono interrompido e não conseguir voltar a dormir.
Alimentação: Perda ou excesso de apetite, comer compulsivamente.
Sexo: Alteração na libido, variando entre o apetite exacerbado e a total falta de desejo e até impotência.
Físico: Tensão muscular, dores no corpo, fibromialgia, cansaço ou doenças graves como depressão, úlceras, pressão alta, diabetes, enfarte, psoríase, infecções, tumores e episódios de pânico.
Humor: Apatia e desânimo, impaciência, euforia, irritabilidade, ansiedade, falta de sentido na vida, desesperança e vontade de morrer.
Comportamento: isolamento social, intolerância, agressividade com brigas frequentes, muitas vezes por motivos banais, indiferença, fuga dos problemas, falta de iniciativa e baixa produtividade no trabalho, absenteísmo e turnover.
Lembre-se!
Sua saúde vem em primeiro lugar, pois ela é a condição fundamental para desenvolver as habilidades e competências para enfrentar a situação financeira e econômica que estamos atravessando.
Sem ela a superação fica mais distante e a sobrevivência será um privilégio apenas dos mais resilientes.
Fernando Ab. Gonçalves – Psicólogo e Master Coach Senior